Novidades Contraponto para Novembro

Ainda durante este mês, a Contraponto irá publicar as seguintes 3 novidades:

Título: O Mundo Invisível
Autor: Shamim Sarif
Data de Lançamento: 27 de Novembro
Páginas: 272
Preço de Editor: 18€
Tradução: Tânia Ganho

Sinopse: África do Sul. 1950. As primeiras leis raciais do apartheid começam a ser implementadas. Amina é uma jovem de espírito livre que desafiou as convenções da comunidade indiana em que cresceu e decidiu trabalhar por conta própria. É dona de um café, um sítio cheio de boa disposição, música, comida caseira… e mistura de raças. O seu sócio é negro, a sua empregada é mestiça, a clientela é de todas as cores e feitios – e Amina tem muitas vezes de subornar a polícia para conseguir manter o café aberto.

Miriam é uma jovem indiana mãe de família, tradicional e subserviente. O seu casamento foi combinado pela família e ela faz todos os possíveis para manter um bom ambiente em sua casa – apesar dos acessos de raiva do marido.


Título: A Pedra Abençoada
Autor: Barbara Wood
Data de Lançamento: 27 de Novembro
Páginas: 456
Preço de Editor: 22€
Tradução: Irene Guimarães

Sinopse: «A Pedra Abençoada nasceu para lá das estrelas, há inúmeros anos-luz. Teve origem numa explosão cataclísmica de proporções estelares que inundou o espaço de fragmentos cósmicos. Tal como um navio brilhante, o pedaço ardente de massa celeste navegou através do mar sideral, rugindo e sibilando pela noite escura, enquanto se lançava para a sua destruição inevitável num planeta jovem e selvagem.»
Muitos séculos depois, Alta encontra o fragmento na planície africana. O seu destino mudará para sempre, tal como o destino das gerações futuras. De Israel dos tempos bíblicos à Roma Imperial, da Inglaterra Medieval à Alemanha do século XV, das Caraíbas do século XVIII ao Faroeste, a história desta pedra abençoada e a dos seus diferentes donos percorre a História da Humanidade.
Através de diversos episódios e eras, a autora explora as traições e as obsessões do coração do homem e descreve uma busca pela essência humana.


Título: Assuntos Domésticos
Autor: Eileen Goudge
Data de Lançamento: 20 de Novembro
Páginas: 416
Preço de Editor: 24€
Tradução: Vera Falcão Martins

Sinopse: Abigail e Lila são duas amigas de infância que se separam quando a mãe de Abigail, governanta da família abastada de Lila, é expulsa da casa, afastando a filha do único lar que alguma vez conheceu.

Agora, passados 25 anos, Abigail é uma figura conceituada no mundo televisivo, tendo vencido por mérito próprio.

Em contrapartida, Lila – que durante décadas levou uma vida esplendorosa nos meandros da alta sociedade de Park Avenue – sofre um trágico revés, perdendo toda a sua fortuna. Sem um tostão e completamente inapta para trabalhar, Lila vai ao encontro de Abigail para lhe implorar um emprego, e esta arranja-lho: como sua governanta. A vingança, porém, não é tão doce como Abigail imaginara...

6.ª Leitura Conjunta

Depois de uma votação renhida, o livro escolhido para a próxima Leitura Conjunta no nosso fórum é o clássico "Anna Karénina", do russo Lev Tolstoi. Iremos começar, se não houver nada em contrário, já no próximo dia 30 de Novembro, por isso se quiserem participar ainda vão a tempo!

Esta nova Leitura Conjunta terá um prémio para a melhor participação, que consiste no livro "Crime no Expresso do Oriente", da Agatha Christie. O vencedor será eleito pelos outros participantes :)

A Melodia do Adeus

Autor: Nicholas Sparks
Título Original: The Last Song (2009)
Editora: Editorial Presença
Páginas: 368
ISBN: 9789722342209
Tradutor: Alice Rocha

Sinopse
Com apenas dezassete anos, Verónica Miller, ou "Ronnie" como carinhosamente a tratam, vê a sua vida virada do avesso quando o casamento dos pais chega ao fim e o pai se muda da cidade de Nova Iorque para uma pequena cidade costeira na Carolina do Norte. Três anos não são suficientes para apaziguar o seu ressentimento, e quando passa um Verão na companhia do pai, Ronnie rejeita com rebeldia todas as suas tentativas de aproximação, ameaçando antecipar o seu regresso a Nova Iorque. Mas será na tranquilidade que envolve o correr dos dias em Wrightsville Beach que "Ronnie" irá descobrir a beleza do primeiro amor, quando conhece Will, e vai afrouxando, uma a uma, todas as suas defesas, deixando-se tomar por uma paixão irrefreável e de efeitos devastadores. Nicholas Sparks é, como sabemos, um mestre da moderna trama amorosa e, neste livro, usa de extrema sensibilidade para abordar a força e a vulnerabilidade que envolvem o primeiro encontro com o amor e o seu imenso poder para ferir... e curar.

Opinião
"A Melodia do Adeus" é o mais recente livro de Nicholas Sparks, autor de quem já tive oportunidade de ler vários livros, dos quais destaco "O Diário da Nossa Paixão", que foi o meu preferido. Este livro foi escrito simultaneamente com o argumento do filme The Last Song, que conta com a participação de Miley Cyrus, estando a sua estreia prevista para 2010.

Ronnie e Jonah, o seu irmão mais novo, moram em Nova Iorque com a mãe, mas durante as férias de Verão rumam ao sul para passar algum tempo com o pai. Ronnie não falava com o pai há 3 anos, quando os pais se separaram, e por isso não encara esta viagem e estadia de forma muito entusiasmada. No entanto, depois de alguns dias em Wrightsville Beach, depois de conhecer Will e de começar a melhorar a relação com o pai, percebe que afinal as suas férias de Verão não irão ser tão más como esperava.

Apesar de ser um autor pouco amado pelos críticos literários profissionais, a verdade é que cada lançamento novo de Nicholas Sparks é, invariavelmente, um sucesso de vendas, porque há muitos leitores que, mais que um livro bem escrito, procuram um livro que os emocione. Não é um grande escritor, mas também não é com essa expectativa que se deve partir para os seus livros. Deve-se, sim, partir com a expectativa de encontrar um livro que fala sobre sentimentos, sobre relações humanas e que, neste caso, consegue emocionar o leitor ao ponto de ser preciso ir buscar uns lencinhos para conter as lágrimas na parte final.

É um livro que fala não só do amor na adolescência, mas principalmente do amor entre pais e filhos, e acho que isso foi muito bem conseguido, especialmente na recta final. Contudo, achei que nos primeiros dois terços do livro houve partes demasiado longas e duas linhas de enredo em destaque (relacionadas com duas personagens secundárias) que foram praticamente esquecidas no último terço para dar primazia à linha principal da história.

No entanto, com todas as falhas que possa apresentar, foi um livro que li quase sempre com vontade, que me emocionou e cuja leitura recomendo a quem gosta do género.

7/10 - Bom

Resultados do passatempo "A Prenda"

Muito obrigado às 300 pessoas que enviaram a sua participação para mais este passatempo. As respostas pretendidas às perguntas que colocámos são:

1 - Quantos anos tem a pessoa que vagueia pelas ruas na manhã de Natal? 14 anos
2 - Qual a forma da caneca do sargento Raphael O'Reilly? Carro de polícia
3 - O que fez Raphie na primeira manhã de Natal em que esteve ao serviço? Jogou xadrez

Os vencedores são:
43 - Raquel Lima (Guimarães)
184 - Joana Rita Sousa Pinto (Lisboa)
269 - Teresa Duarte (Lagos)

Muitos parabéns aos vencedores! Entretanto, podem também participar até ao próximo dia 24 no passatempo para o livro "Aprendiz de Assassino".
Temos para oferecer, em conjunto com a Saída de Emergência, 3 exemplares do livro "Aprendiz de Assassino", da escritora Robin Hobb. Trata-se do 1.º volume da Saga do Assassino, que tenho vindo a acompanhar com muito entusiasmo (podem ler as minhas opiniões sobre os 3 volumes já editados aqui, aqui e aqui).



Sinopse: O jovem Fitz é filho bastardo do nobre Príncipe Cavalaria e cresce na corte do Rei Sagaz. Marginalizado por todos, o rapaz refugia-se nos estábulos reais, mas cedo o seu sangue revela o Talento mágico e, por ordens do rei, é secretamente iniciado nas temidas artes do assassino. Quando salteadores bárbaros atacam as costas, Fitz enfrenta a sua primeira e perigosa missão que o lançará num ninho de intrigas. E embora alguns o encarem como uma ameaça ao trono, talvez ele seja a chave para a sobrevivência do reino. Com uma narrativa povoada de encantamentos, heroísmo e desonra, paixão e aventura, o Aprendiz de Assassino inicia um das séries mais bem-amadas da fantasia épica.

Para se habilitarem a um dos exemplares a concurso, basta que leiam o excerto do livro e respondam acertadamente às 5 perguntas no formulário abaixo, até às 23h59 de 24 de Novembro (terça-feira). O resto já sabem: o sorteio é aleatório (entre as pessoas que acertem nas 5 respostas em simultâneo), só são permitidas participações a residentes em Portugal, e apenas uma por participante e residência.



As Obras-Primas de T. S. Spivet



Está a partir de hoje disponível o livro "As Obras-Primas de T.S. Spivet", do jovem escritor Reif Larsen.

Sinopse: Este romance de estreia, de características invulgares, apresenta-nos Tecumseh Sparrow Spivet, um rapazinho de 12 anos que tenta submeter os enigmas da vida, às configurações de mapas variados, que vai organizando por temas nas paredes do seu quarto. Este cartógrafo genial consegue mesmo colaborar em publicações científicas, sem revelar a sua idade. Um dia é surpreendido por um telefonema anunciando lhe a atribuição de um importante prémio. Spivet terá de partir sem que ninguém saiba, numa longa e solitária travessia da América. O livro reproduz os fascinantes desenhos, nota e mapas, do jovem cientista.

Reif Larsen tem presentemente 29 anos, estudou na Brown University e é professor na Columbia University, onde concluiu o seu mestrado em ficção. Podem consultar o site oficial do livro aqui.

As Atribuações de Jacques Bonhomme

Autor: Telmo Marçal
Editora: Gailivro
Páginas: 279
ISBN: 9789895576760

Sinopse
O primeiro contacto com a prosa eficiente e económica, directa, de Telmo Marçal introduz-nos de, forma imediata, nas regras do mundo em que viemos cair: Estamos realmente na jaula da fera encurralada, mas eis que, afinal, somos nós essa fera.
(…) Há, no entanto, um motivo legítimo para entrarmos assim incautos: não temos por hábito encontrar este tipo de prosa esta forma de pensarmos o mundo, na nossa literatura portuguesa.
(…) Somos perfeitos na caricatura mordaz. Mas quando se trata de construir mundos racionais, ainda que fechados e claustrofóbicos como os que aqui encontrarão, de imaginar uma alternativa ao nosso presente ou mesmo ao passado histórico idolatrado por este povo (ainda que não passe de uma versão expurgada dos pecados cometidos), quando, afinal, nos negam o romance das coisas não temos grande experiência… A nossa ficção científica, quando se manifesta, apropria-se normalmente de universos alheios que encontrara nas leituras dos romances estrangeiros; quando em raras ocasiões se aventura no caminho da especulação social, fá-lo timidamente ou assente em abordagens subjectivas ou puramente pessoais.
(…) em Telmo Marçal a opressão é total, implacável, e não há forma de escapar à intensidade ao que o momento presente nos impede de olhar para o futuro e nos força a sobreviver, a não ser pela ocasional ironia.

Opinião
As Atribulações de Jacques Bonhomme é um livro de contos dentro de um ambiente de ficção científica, escritos por um autor português que escreve sob o pseudónimo de Telmo Marçal. Com várias histórias publicadas em fanzines, webzines, antologias ou mesmo na revista online BANG!, esta é a sua estreia a solo em livros.

Os contos deste livro transpõem os Jacques "de todos os tamanhos, cores e feitios" que existem no nosso mundo, para os Jacques que existem em mundos imaginários, "naqueles que lembram o nosso, em mundos que nos ficam distantes, e até em alguns que ainda não aconteceram". O ponto comum e transversal a todos os contos é o conjunto de indivíduos peculiares que os protagonizam, que vão tentando sobreviver nos mundos caóticos e asfixiantes que habitam.

Vários dos contos têm um tom e contexto marcadamente distópico, decorrendo em sociedades futuristas (ou nem por isso) em que a opressão de quem tem o poder parece comprometer a "normal" vivência dos seres humanos. Esta opressão é um tema recorrente ao longo destas histórias, frequentemente pontuadas por momentos de humor (negro) que funcionam mais ou menos como falsos balões de oxigénio, uma vez que os ambientes dark que o autor descreve tomam conta do leitor, independentemente de tudo o resto.

Gostei praticamente de todos os contos, mas os meus preferidos foram "Os Virtuosos", "O Pico de Hubert" (já publicado na antologia Por Universos Nunca Dantes Navegados), "A Amizade", "Os Cofres de Kalvbard" e "Eu Sou um Carrasco" - podem ler este último na BANG! n.º 5.

Não é normal ver a publicação de livros de contos em Portugal, de autores portugueses, muito menos no género de ficção científica. E, melhor ainda, com qualidade. Para mim, foram várias viagens por um género que normalmente não leio, cada uma delas com um sabor especial. Não é um livro fácil de ler ou que possa ser lido por qualquer pessoa em qualquer estado de espírito. Mas, se têm vontade de experimentar uma coisa diferente e original, aqui fica esta sugestão. Espero que se continuem a fazer apostas em livros deste género por cá.

8/10 - Muito Bom

O Exército Perdido

Autor: Valerio Massimo Manfredi
Título Original: L'Armata Perduta (2008)
Editora: Porto Editora
Páginas: 448
ISBN: 978972004188
Tradutor: José J.C. Serra

Sinopse
Xenofonte não foi apenas o biógrafo de Sócrates, foi também o comandante militar da famosa Retirada dos Dez Mil. Esta é a sua história - e a história de uma mulher que, por amor, tudo abandonou...

A vitória não é o único caminho para a glória. Ano 401 a.C. - Trinta anos de guerra entre Esparta e Atenas levaram a Grécia ao limite das suas forças. Nesse momento de profunda crise, Ciro, irmão do imperador persa Artaxerxes, decide reunir um enorme exército de mercenários gregos, que passará à História como o "Exército dos Dez Mil". Ainda que tenha anunciado que o seu propósito era combater tribos rebeldes, o verdadeiro objectivo desta marcha de três mil quilómetros continua a ser um dos grandes enigmas da Antiguidade. Depois da morte de Ciro numa batalha, os mercenários ficaram abandonados à sua sorte num território que lhes era hostil. Pouco depois, os chefes gregos seriam aniquilados numa emboscada. Xenofonte, um culto guerreiro ateniense, toma o comando da fracassada expedição e empreende o regresso à pátria. A seu lado, sempre, uma figura de mulher: Abira, a jovem que tudo abandonou para o seguir.

O Exército Perdido narra a épica aventura dos Dez Mil e, simultaneamente, a história de um amor incondicional que nunca vacilou diante das maiores adversidades.

Opinião
"O Exército Perdido" é um retrato fiel, e como o próprio autor refere, verosímil, da famosa jornada levada a cabo pelo Exército dos Dez Mil, no início do séc. V a.C. O jovem príncipe persa, Ciro, contrata 10.000 soldados e mercenários para conquistar destronar o seu irmão Artaxerxes, Rei dos Persas. Nesta expedição militar, encontrava-se também Xenofonte, um grego que, durante os dois anos em que o exército existiu, escreveu um diário no qual relatou todos os acontecimentos e locais por onde passou. Este diário é uma das mais famosas obras gregas, a Anábase.

O livro é-nos contado na primeira pessoa por Abira, em analepse, uma vez que no início do livro Abira já voltou das suas aventuras, depois de ter acompanhado o percurso do Exército dos Dez Mil, por amor a Xenofonte. É pela voz dela que conhecemos não só Xenofonte e as grandes figuras daquele grande exército, mas também o soldado anónimo e as mulheres, constantemente esquecidos na história.

O relato do percurso do exército é extremamente detalhado, bem como de todos os recontros e lutas com tropas persas e outros inimigos que iam encontrando pelo caminho. O livro é também fértil em intrigas políticas, e aqui o autor apresenta explicações prováveis para factos omissos ou suspeitos. Apesar de algo romanceado, especialmente pela presença de Abira, este livro aproxima-se mais de um relato histórico do que propriamente de uma obra de ficção. Confesso que estava à espera de um maior desenvolvimento a nível de personagens, mas compreendo a opção do autor. E depois, como amante da história que sou, gostei de saber mais sobre a história deste exército, tendo o livro servido de ponto de partida para algumas pesquisas que fiz acerca da época e das personagens históricas retratadas. Nota-se a pesquisa que esteve por detrás da composição deste livro, sendo que na Nota do Autor, no final do livro, este nos revela que fez inclusivamente 3 expedições científicas para reconstituir o itinerário do exército.

Resumindo, foi uma boa leitura, especialmente recomendada para quem gosta de romances históricos e se interessa por este período da história.

7/10 - Bom

Estantes (XXIX)

A Estefânia já nos tinha enviado fotos das suas estantes, mas agora que tem estantes novas e reorganizou os seus livros, mandou-nos o update. Obrigada!



 

 

 

 

 

O Livro dos homens sem luz

Autor: João Tordo
Editora: Temas & Debates
Páginas: 201
ISBN: 9789727597406

Sinopse
"Quando fiz 35 anos nada tinha a que pudesse chamar meu. Não possuía casa própria ou emprego fixo, amigos ou conhecidos de que me pudesse orgulhar, conforto financeiro ou qualquer perspectiva de futuro. Vivia sozinho numa apartamento modesto, o terceiro andar de uma antiga habitação social em Finsburry Park, em frente de uma residência de estudantes, um edifício antigo de tijolo castanho que parecia derreter com a chuva e que albergava toda a espécie de gente. Na altura, julguei que iria apodrecer ali o resto dos meus dias, antes de descobrir o estranho destino que me estava reservado."

Opinião
Depois de uma intensa procura pelo primeiro romance da autoria de João Tordo, recentemente galardoado com o Prémio Saramago, à custa do seu excelente "As 3 vidas", não resisti muito tempo e dediquei-me à sua leitura com o mesmo sentimento de admiração e prazer que tenho ao ler as suas obras. Apesar deste ser o seu primeiro romance, a escrita de João Tordo demonstra uma enorme maturidade, se bem que aqui as suas influências literárias sejam mais "claras". No entanto, é também aqui que começa a ser construída a "voz própria" dos seus romances, com alguns elementos comuns a todos eles.

Desde os elementos fantásticos, à boa medida dos livros de Edgar Allan Poe, a grande influência literária do autor português, às descrições quase cinematográficas, à boa maneira de um Paul Auster, passando pela enorme envolvência que coloca na história, levando a que o leitor não queira parar de o ler, e terminando na forma muito bem escrita, são todos elementos comuns aos 3 romances deste autor português.

A história versa sobre um homem, marcado pela solidão e pela perda dos seus familiares, que resolve escrever "antes que venha a morte", começando a observar pela janela os seus dois vizinhos. E é então que começa a surgir, para mim o seu grande ponto forte: dentro dessa história, o homem cria histórias sobre essas pessoas, originando uma espiral de acontecimentos fantásticos, que irá terminar no fim como se de um puzzle se tratasse.

Espero ansiosamente o seu próximo livro. Definitivamente, João Tordo é dos melhores contadores de estórias portugueses, e, continuando assim, irá confirmar-se como um dos grandes romancistas do futuro.

8/10 - Muito Bom

Novidades da Gailivro para Novembro

Durante este mês, a Gailivro irá publicar 4 novos títulos. Entre eles, encontra-se um novo livro da famosa escritora de fantasy e sci-fi, Anne McCaffrey, com o título A Canção do Dragão, incluído na saga "Cavaleiros de Pern" (da qual já li os 3 volumes publicados anteriormente pela editora, "O Voo do Dragão", "A Demanda do Dragão" e "O Dragão Branco") e que constitui o 1.º volume da trilogia O Salão do Harpista.

Sinopse: Durante séculos, o mundo de Pern enfrentou uma força destrutiva, conhecida por Fios. Porém, os magníficos dragões que sempre protegeram Pern, assim como os homens e as mulheres que neles voavam, começaram a escassear. À medida que cada vez menos dragões deslizam pelos ares e a destruição insiste em cair do céu, Menolly, uma rapariga de quinze anos, tem apenas um sonho: cantar, tocar e compor a música que lhe é tão familiar – deseja tornar-se Harpista. Mas, apesar do seu grande talento, o pai acredita que uma rapariga não merece ocupar uma posição tão respeitada e proíbe-a de seguir os seus sonhos. Menolly foge e depara-se com nove lagartos-de-fogo que poderão salvar o seu mundo… e mudar a sua vida para sempre.


Dentro da área da ficção científica, irá ser publicado A Guerra é para os Velhos, de John Scalzi, nomeado para o Hugo Award para Melhor Livro em 2006.

Sinopse: John Perry fez duas coisas no dia do seu septuagésimo quinto aniversário,
Primeiro visitou a campa da mulher e a seguir alistou-se no exército. A boa notícia é que a humanidade finalmente é capaz de viagens interestrelares. A má noticia é que planetas capazes de sustentarem vida são escassos e que raças alienígenas, dispostas a Lutarem para ficar com os planetas, são comuns. Sendo assim, nós lutamos para defender a terra e para manter o direito aos planetas que descobrimos. Longe da terra, a guerra dura há décadas. É brutal, sangrenta e não dá tréguas. A terra é um planeta atrasado em termos de desenvolvimento. O grosso da tecnologia e do desenvolvimento da humanidade está nas mãos das forças de defesa coloniais. O que todos sabem é que, quando se atinge a idade da reforma, pode-se juntar às FDC. Não querem gente jovem, mas quem tem os conhecimentos e a experiência de décadas de vida. O candidato será levado da terra, onde nunca mais lhe é permitido voltar. Irá servir dois anos na frente de batalha. e, se sobreviver, receberá um pedaço de terra numa das, arduamente conquistadas, colónias novas. John perry resolveu aceitar a proposta. Ele tem uma vaga ideia do que o espera. Porque a verdadeira luta, a anos-luz de casa, é muito mais dura que tudo aquilo que ele pode imaginar.

Para além destes dois livros, estará também disponível O Bobo, de Christopher Moore e a Antologia do Conto Africano, organizado pelo Prof. Lourenço do Rosário.



Os Generais, Simon Scarrow (13 de Novembro)
Sinopse: Napoleão Bonaparte e Duque de Wellington. Dois gigantes da História e um mundo pequeno demais para os abarcar. Corre o ano de 1796 e tanto Arthur Wellesley (mais tarde conhecido por Duque de Wellington), como Bonaparte estão a deixar a sua marca como homens de reconhecido génio militar. Comandante do 33º Regimento de Infantaria, Wellesley é enviado para a Índia, onde as suas habilidades e coragem impressionam grandemente os seus superiores.
No papel de comandante do Exército de Itália, Napoleão Bonaparte trava batalhas com sucesso e alcança uma rápida evolução política. Em 1804 proclama-se Imperador de França e ambiciona conquistar toda a Europa. Chegou o tempo para o futuro Duque de Wellington enfrentar Napoleão num combate épico que abalará o mundo e ficará registado para sempre na História.

Este livro é o segundo da série "Revolution", que segue as vidas de Napoleão Bonaparte e do Duque de Wellington. O primeiro livro também foi publicado pela Saída de Emergência com o título "Jovens Lobos". Relembro que Simon Scarrow é também autor da Série da Águia, que decorre na época do Império Romano.

Aliança das Trevas, Anne Bishop (13 de Novembro)
Sinopse: Há setecentos anos, num mundo governado por mulheres e onde os homens são meros súbditos, uma Viúva Negra profetizou a chegada de uma Rainha na sua teia de sonhos e visões.
A ex-rainha Bhak é agora apenas Cassidy, uma habitante de Dharo que perdeu o seu privilégio após a sua corte ter preferido servir a deslumbrante e bem relacionada Kermilla. Numa terra dizimada pelo seu passado - em tempos governada por rainhas corruptas que foram banidas após uma vaga de destruição e violência - o Príncipe Senhor da Guerra Theran Grayhaven, procura uma parceira para o ajudar a restaurar a sua terra e a sua linhagem. O seu povo vive sem líder e sem esperança e precisa de uma rainha que se recorde do código de honra e dos costumes antigos. Com a ajuda de Saetan - Senhor do Inferno - Theran descobre Cassidy, que parece ser a mulher ideal. Tudo parece bem até que o casal se depara com as suas incompatibilidades e Cassidy conhece um misterioso servente que apela ao seu coração. Será Cassidy forte o suficiente para convencer um povo amargurado a servir novamente uma rainha?

Este é mais um livro decorrido no Mundo das Jóias Negras, criado por Anne Bishop, e conta com personagens que são descendentes dos protagonistas do livro "Anel Oculto".

Na Casa do Rei Dragão, Stephen Lawhead (13 de Novembro)
Sinopse: Um guerreiro mortalmente ferido caíra desfalecido no pórtico do templo onde Quentin servia como acólito do deus Ariel. Agora, o jovem Quentin tinha de fazer a sua escolha: entre uma vida tranquila e confortável e um caminho desconhecido carregado de perigos.
Em companhia de um punhado de amigos leais, Quentin parte para uma aventura que irá mudar o seu destino e arrastá-lo para um conflito mortal com Jasper, o usurpador, e o sinistro necromante Nimrood.

Este livro, que faz parte da Colecção TEEN, é o primeiro volume d'"A Saga do Rei Dragão", que já foi anteriormente publicado em Portugal pela Bertrand.

Passatempo "A Prenda"

Temos para oferecer, em conjunto com a Editorial Presença, 3 packs que incluem  um exemplar do livro "A Prenda", de Cecelia Ahern, um saco de pano e um postal.



Sinopse: Todos os dias Lou Suffern, um arquitecto bem-sucedido de Dublin, travava uma batalha inglória com o relógio, na tentativa vã de responder às múltiplas solicitações profissionais, familiares e sociais. Vivia a um ritmo vertiginoso. O seu desejo de sucesso afastou-o do que era realmente importante na sua vida. E assim foram correndo os dias até àquela gelada manhã de terça-feira em que resolveu oferecer um café a Gabe, o sem-abrigo que costumava sentar-se perto da entrada do seu escritório. À medida que o Natal se aproxima e que Lou vai privando mais de perto com Gabe, a sua perspectiva do tempo vai-se alterando... Emocionante e divertida, esta narrativa onde está sempre presente o espírito de Natal, faz-nos reflectir sobre a importância do tempo e rever as prioridades na nossa própria vida.


Sobre a Autora: Cecelia Ahern é formada em Jornalismo e Comunicação. Aos vinte e um anos escreveu o seu primeiro romance, P. S. – Eu Amo-te, um imediato e estrondoso sucesso publicado em mais de 40 países, que liderou as listas de bestsellers na Irlanda, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e Holanda, e deu origem ao filme com o mesmo nome. Todos os seus romances seguintes – Para Sempre, Talvez, Se Me Pudesses Ver Agora e Um Lugar Chamado Aqui - receberam um acolhimento entusiástico e alcançaram o estatuto de bestsellers. Alguns foram também adaptados ao cinema e valeram-lhe a atribuição de diversos prémios literários.

Para se habilitarem a um dos packs a concurso, basta que leiam o excerto do livro respondam acertadamente às 3 perguntas no formulário abaixo, até às 23h59 de 17 de Novembro (terça-feira). O resto já sabem: o sorteio é aleatório (entre as pessoas que acertem nas 3 respostas em simultâneo), só são permitidas participações a residentes em Portugal, e apenas uma por participante e residência.


*formulário desactivado devido ao fim do passatempo*
Muito obrigado às 234 pessoas que enviaram a sua participação para mais este passatempo. As respostas pretendidas às perguntas que colocámos são:

1 - De que país é originário Henrik Lange? Suécia
2 - Qual o título da colecção da Editorial Presença em que este livro se insere? Diversos (ou Diversos Literatura)

Os vencedores são:
13 - Joana Neto Lima (Maia)
102 - Maria Isabel Ferreira Pinto Magalhães (Grijó)
27 - Tânia Mendes (Terceira, Açores)

Muitos parabéns aos vencedores! Entretanto, podem também participar até ao próximo dia 17 no passatempo para o livro "A Prenda".

A Corte dos Traidores

Autor: Robin Hobb
Título Original: Royal Assassin (2.ª metade)
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 368
ISBN: 9789896371555
Tradutor: Jorge Candeias

Sinopse
Os Seis Ducados estão mais vulneráveis do que nunca. Enquanto o príncipe herdeiro combate os Navios Vermelhos com a sua frota e a força do seu Talento, o rei Sagaz enfraquece a cada dia com uma misteriosa doença e bandos de Forjados dirigem-se para Torre do Cervo matando todos pelo caminho.
Mais uma vez, Fitz é chamado para servir como assassino real. Mas o jovem esconde outro segredo: ninguém pode saber que formou um vínculo com um jovem lobo através da magia proibida da Manha e, se for descoberto, arrisca-se a uma sentença de morte.
Quando o príncipe herdeiro embarca numa perigosa missão para pôr fim à ameaça dos Navios Vermelhos, a corte é entregue nas mãos do príncipe Majestoso que tem os seus próprios planos maquiavélicos para o reino. Cabe ao jovem bastardo proteger o verdadeiro rei numa corte prestes a revelar a face dos traidores num clímax memorável.

Opinião
"A Corte dos Traidores" é o 3.º volume da Saga do Assassino e corresponde à segunda metade de Royal Assassin, o 2.º volume da trilogia original. O livro anterior tinha deixado muitas coisas pendentes, por isso foi com elevada expectativa que parti para esta leitura (podem ver as minhas opiniões sobre os primeiros dois volumes desta Saga aqui e aqui).

Tal como o título indica, este livro foca-se essencialmente em intrigas decorridas na corte do Rei Sagaz, após a partida do príncipe e Rei Expectante Veracidade numa demanda pela ajuda dos Antigos, de modo a colocar um ponto final nas ameaças constantes dos Navios Vermelhos. Com a saúde do Rei cada vez mais débil e aproveitando o facto de o irmão mais velho se encontrar longe da corte, o príncipe Majestoso tudo tenta para conseguir o poder para si próprio. No entanto, o jovem Fitz, bastardo do falecido Príncipe Cavalaria, está a par das intenções de Majestoso e, com a ajuda de Breu, da rainha Kettricken, de Castro e do Bobo, irão tentar salvar a vida do seu Rei e guardar o trono até que o príncipe Veracidade regresse.

Mais uma vez, foi um prazer continuar a acompanhar esta história, não só pelo interesse cada vez maior que o enredo proporciona, mas também pela ligação que criamos com as personagens e os seus dilemas e pela escrita maravilhosa desta autora. O facto de termos uma história contada na primeira pessoa pode ou não funcionar bem, dependendo da habilidade do autor, mas aqui funciona na perfeição. Não só é extremamente bem conseguida a forma como a autora "veste a pele" da sua personagem, como contribui bastante para aumentar o interesse do leitor pelas personagens secundárias, pois como apenas as vemos pelos olhos de Fitz, fica sempre aquela sensação de mistério e curiosidade no ar.

As intenções dos Ilhéus, que continuam a atacar os povoados costeiros, "forjando" os seus habitantes, permanecem uma incógnita. A dada altura, refere-se a probabilidade de a maldade não ter propriamente um motivo, mas existir apenas por existir. Não estou convencida dessa possibilidade e, por isso, aguardo com expectativa o desenlace desta situação.

O livro tem um final poderoso e emocionante. Daqueles que nos fazem acreditar em determinada coisa para na página seguinte percebermos que, afinal, não era assim. E o que realmente aconteceu abre excelentes perspectivas para o próximo volume, "A Vingança do Assassino", que deverá sair em Janeiro de 2010. Mal posso esperar!

9/10 - Excelente

Questionário (XXVI)



Regressamos hoje à publicação dos nossos questionários, que tem ficado um pouco esquecida nos últimos tempos (mea culpa), apesar de ainda termos vários para publicar - fica desde já um pedido de desculpas. O questionário de hoje foi respondido pela Sandra, que tem um blog que eu gosto muito, o Vidas Desfolhadas. Muito obrigada!

1 - Como surgiu a ideia de criares um blog sobre livros?
Depois de ter criado um blog pessoal, achei que seria uma boa ideia criar um espaço próprio na blogosfera para que pudesse registar as minhas leituras e o que achei delas. Uma espécie de diário das minhas preferências e impressões sobre um dos objectos que considero essencial para a minha sanidade mental e para a minha felicidade. Um registo simplificado do que vivi ou senti aquando da leitura de um determinado livro.

2 - És uma leitora rápida? Quantos livros lês, em média, por mês?
Normalmente sou uma leitora um pouquinho mais rápida do que agora. Gosto de ler cuidadosamente cada detalhe e não deixar passar muito tempo entre a leitura das várias páginas com medo que me esqueça de algum detalhe que me obrigue a ir atrás e ler o que falha na memória.

3 - Qual é o teu livro preferido de sempre e porquê?
Não consigo referir apenas um. Tenho livroS preferidoS que a dada altura da minha vida significaram muito e me marcaram bastante, constituindo um degrau na escada evolutiva do que sou e serei.
Da minha infância lembro-me do "As aventuras maravilhosas de João sem medo" do José Gomes Ferreira. Da minha adolescência refiro alguns: "Câmara escura" de Rachel Seiffert; "O retrato de Dorian Gray" de Oscar Wilde; "A lua de Joana" de Maria Teresa Maia Gonzalez; "A honra perdida de Katherine Blum"; o excepcional "Desconhecido nesta morada" de Kathrine Kressmann Taylor e alguns da série Harry Potter. Da minha fase mais adulta, é melhor não começar porque nunca mais sairia daqui.

4 - O que te leva a identificares-te com uma personagem/história?
Quando em dado momento da leitura ou quando o narrador ou a própria personagem expressa os seus sentimentos, razões ou acções e na minha cabeça surge uma voz que me diz:"Era exactamente isto que eu faria/sentiria".

5 - Género literário preferido e que livro recomendarias dentro do mesmo?
Os meus gostos são muito diversificados. Mas adoro thrillers e romances. Estes últimos tanto faz serem históricos como simplesmente dramáticos.
Quanto à recomendação, aconselharia a todos lerem um livro que já referi: "Desconhecido nesta morada" de Kathrine Kressmann Taylor. Um livrinho muito pequenino mas que foi, até agora,o livro que mais me surpreendeu pela positiva.

6 - O que achas das adaptações cinematográficas de livros?
Quase sempre (atenção que eu disse quase) os filmes deixam sempre muito a desejar. Prefiro sempre ler o livro antes e depois ver o filme, porque já sei que me dará muito mais prazer ler o livro para saber todos os detalhes e não perder nenhum pormenor.

7 - Qual é a tua opinião sobre os e-books?
Prefiro muito mais o livro em formato papel. Penso que os e-books têm a sua utilidade mas, na minha opinião, perde-se alguma magia que um livro nos proporciona.

8 - Tens alguma ideia sobre o que deveria ser feito para aumentar os índices de leitura em Portugal?
Na minha opinião a leitura é um prazer que não se força. Quando era aluna, detestava quando tinha alguma leitura obrigatória. A única excepção foi o livro "Os Maias".
Temos de saber quais são os interesses reais de uma pessoa e sugerir-lhe um livro dentro desse aspecto. Depois é só deixar a curiosidade natural do ser humano actuar.
Mas que os livros também poderiam baixar de preço, isso também ajudaria e muito! É absurdo pagar mais de 15€ por um livro.

9 - A leitura é uma paixão que nasce connosco ou está mais dependente de factores externos
(muitos livros em casa desde a infância, etc.)?
Sem dúvida que está dependente de factores externos.
Somos seres influenciáveis, quer queiramos ou não. Quando estamos a crescer somos como uma esponja que absorve tudo o que vemos ou ouvimos. Nesta construção contínua do ser humano que somos haverá sempre alguém ou algo que nos desperta para o mundo mágico que os livros nos oferecem, para a oportunidade de vivermos vidas alheias com que anseamos ou mesmo para uma fuga da vida real e quotidiana.

Resultados do Passatempo "A Melodia do Adeus"

Muito obrigado a todos às 303 pessoas que enviaram a sua participação para mais este passatempo. As respostas pretendidas às perguntas que colocámos são:

1 - Em que mês do ano entrou Ronnie pela primeira vez na Igreja? Dezembro
2 - Como se chama o irmão de Ronnie? Jonah
3 - Qual o nome da outra igreja incendiada, para além da Primeira Igreja Baptista? Good Hope Covenant

Os vencedores são:
1 - Inês Beato (Foz do Arelho) - Livro autografado + saco promocional
285 - Joana Caires (Funchal) - Livro + saco promocional
26 - Joaquim Pereira (Agualva) - Livro + saco promocional

Muitos parabéns aos vencedores! Entretanto, podem também participar até domingo no passatempo para o livro "90 Livros Clássicos Para Pessoas Com Pressa".

Passatempo "90 Livros Clássicos Para Pessoas Com Pressa"

Temos para oferecer, em conjunto com a Editorial Presença, 3 exemplares do livro 90 Livros Clássicos Para Pessoas Com Pressa, de Henrik Lange e Thomas Wengelewski, que está disponível nas livrarias a partir de hoje.

Sinopse: Parece-lhe impossível ler 90 livros em apenas uma hora? Agora já não é uma meta do outro mundo. 90 Livros Clássicos para Pessoas Com Pressa trata-se de uma obra sobre os maiores livros de sempre, todos eles clássicos e de leitura obrigatória. Se não os leu, agora é a sua oportunidade de os ler a todos de uma assentada. Se os leu, poderá lê-los aqui outra vez e verificar o que retinha na memória. Em quatro vinhetas, contamos-lhe toda a história, uma espécie de romance destilado, para que consiga ler 90 livros numa hora. Perfeito para pessoas com pressa ou simplesmente para quem não tem tempo.

Sobre os autores: Henrik Lange nasceu em 1972, em Gothenburg, na Suécia. É autor de dez livros e ilustrador de várias obras infantis e didácticas. Thomas Wengelewski cresceu em Milwaukee, Wisconsin, mas vendeu a alma ao diabo e mudou-se para Nova Iorque, onde publicou o jornal The Rotten Apple, entre outros delitos. Actualmente trabalha em edição em Nova Iorque e é escritos freelancer. Thomas encontra-se de momento a ultimar os seus planos de tomada do mundo por isso é melhor serem simpáticos com ele. Com sorte, talvez ele vos entregue Aruba ou Bora Bora.

Para se habilitarem a um dos exemplares a concurso, basta que respondam acertadamente às 2 perguntas no formulário abaixo, até às 23h59 de 8 de Novembro (domingo). O resto já sabem: o sorteio é aleatório (entre as pessoas que acertem nas 2 respostas em simultâneo), só são permitidas participações a residentes em Portugal, e apenas uma por participante e residência.

Entretanto, podem ainda participar, até ao final do dia de hoje, no passatempo para o livro A Melodia do Adeus, de Nicholas Sparks. Entretanto, se desejarem ler mais para além do prólogo disponibilizado para responder ao passatempo, aqui fica o link para o excerto que também inclui o 1.º capítulo.

*formulário desactivado devido ao fim do passatempo*

O Homem Pintado

Autor: Peter V. Brett
Título Original: The Painted Man/The Warded Man (2008)
Editora: Gailivro
Páginas: 606
ISBN: 9789895576777
Tradutor: Renato Carreira

Sinopse
Por vezes existem boas razões para se ter medo do escuro. Arlen vive com os seus pais na sua quinta isolada a meio dia de viagem do pequeno povoado de Tibbet’s Brook. Mas no mundo de Arlen quando a noite cai uma estranha névoa começa a erguer-se do chão, uma névoa que promete uma morte terrível para todos aqueles que sejam suficientemente loucos para enfrentar a escuridão, pois demónios esfomeados, que não podem ser feridos por armas comuns materializam-se na névoa para se alimentarem dos seres vivos. Quando a noite cai as pessoas não têm outra alternativa se não esconderem-se nas suas casas cuidadosamente guardadas com símbolos mágicos de protecção que são a única coisa capaz de manter os demónios à distância até que chegue o nascer do sol. Nesta história três jovens irão oferecer à humanidade uma última e fugaz hipótese de sobrevivência.

Opinião
Já andava com este livro debaixo de olho praticamente desde que foi lançado no ano passado, devido às várias opiniões positivas que tinha lido em blogs internacionais, pelo que foi com bastante agrado que tomei conhecimento que ia ser publicado por cá.

A história deste livro decorre num mundo fictício, onde a chegada da noite traz consigo o aparecimento de perigosos demónios que atacam os humanos, na maioria das vezes resultando na morte destes. A única forma de combater estas perigosas criaturas é através de uns símbolos mágicos, as guardas, que são colocadas à volta das casas, ou que são utilizadas em círculos portáteis sempre que é necessário passar a noite ao relento. É neste contexto que vamos acompanhando o crescimento de três jovens, Arlen, Leesha e Rojen, cada um com capítulos próprios. Arlen deseja ser Mensageiro e tem uma aptidão especial para desenhar e memorizar guardas; Leesha demonstra, desde muito cedo, as suas aptidões como Herbanária; Rojen, apesar do defeito nos seus dedos, encanta com o seu violino enquanto aprendiz de Jogral. A dada altura do livro, a história dos três irá cruzar-se e alterar a forma como até então se encarou a luta contra os demónios.

Gostei especialmente da ideia que serviu de base à criação deste mundo e desta história, no que diz respeito à existência dos demónios (de chama, vento, madeira e areia, entre outros), que se demonstram seres misteriosos e aparentemente impiedosos e imbatíveis. Achei o mundo criado bastante credível e as passagens que relataram mais sobre a sua história agradaram-me particularmente.

É fácil identificarmo-nos com as personagens principais e as suas lutas, mas nem sempre senti que este aspecto tivesse sido tratado com a profundidade necessária. Achei que o autor foi muito bem sucedido na narração da parte da acção da história, mas nem sempre na parte emocional. Outra coisa que senti foi algum desequilíbrio no tratamento temporal da história: por vezes, existem grandes saltos no tempo que sentimos serem dados de forma pouco natural, para que a história chegue a determinado ponto que o autor deseja relatar. Fica a sensação que algo mais poderia ter sido contado nestes lapsos temporais. No entanto, apesar disto, foi uma história que gostei imenso de ler e a que me senti agarrada na maior parte do tempo. Sem dúvida que quero saber como vai terminar, mas parece que o 2.º volume desta trilogia só irá ser publicado na língua original em Abril de 2010, pelo que ainda teremos de esperar mais algum tempo pela respectiva tradução.

8/10 - Muito Bom

A Arte de Amar

Autor: Elizabeth Edmondson
Título Original: The Art of Love
Editora: Edições ASA
Páginas: 400
ISBN: 9789892305370
Tradutor: Isabel Alves

Sinopse: "Polly Smith está a tentar sobreviver enquanto artista quando Oliver, seu amigo e mecenas, a convida a ir para casa do pai no Sul de França. Entusiasmada por poder fugir do frio e da chuva de Londres e do noivo monótono, Polly pede a sua certidão de nascimento para poder requerer um passaporte. Mas é aí que o seu mundo desaba: aquela que sempre pensou ser sua mãe é, na verdade, sua tia; a identidade do pai é desconhecida e até o seu próprio nome não está correcto.
A sua «fuga» para o sol da estimulante da Riviera imprime uma nova vida à sua pintura, mas nem tudo corre bem na mansão onde está hospedada. O pai de Oliver foi forçado a abandonar a Inglaterra no meio de um escândalo e, apesar do sofisticado e cosmopolita grupo de amigos que o rodeia, está prestes a ser apanhado pelo seu passado. E, embora Polly se encontre no centro de uma teia de mentiras, o seu próprio futuro começa a tomar um novo e fascinante rumo..."

Opinião: Às vezes, existem livros que nos deixam divididos. Metade dispensável, metade interessante e ficamos com a sensação de que o dito livro podia ter sido algo mais. Este é, sem dúvida, o caso de A Arte de Amar. Confesso que, agora, as minhas expectativas quanto à obra de Elizabeth Edmonson estão reduzidas para metade.

A Arte de Amar é composto por duas partes distintas: a primeira, centralizada na personagem principal, Polly; e, a segunda, uma intriga, onde várias (e demasiadas) personagens se misturam até se chegar ao início de vida de Polly. O livro começa com uma procura de identidade da protagonista que, de repente, descobre que não é quem pensa. Este é o ponto de partida para a autora desvendar a vida de Polly, fazendo o leitor saltitar entre o passado e o presente. Existem, nesta parte, muitas passagens mortas que não trazem nada de novo à acção e atrasam uma estória que, a meu ver, podia ter sido mais conseguida.

Um dos pontos negativos do livro é, para mim, as inúmeras personagens da obra que, com base em explicações superficiais e, às vezes, demasiado forçadas, entram na acção. No final, por caminhos e atalhos, acaba por se perceber a ligação entre elas, ainda que se fique com a sensação de que a autora deu muita atenção a estórias paralelas. O final da primeira parte, início da segunda, acontece quando todas as personagens se cruzam, coincidentemente, num espaço de diversão. A razão deste acontecimento parece demasiado forçada e denota-se a clara intenção da autora de fazer a transição do espaço e motivo da acção.

A segunda parte é mais interessante, mas peca por ter um desenvolvimento demasiado rápido que leva, muitas vezes, o leitor a reler passagens e a perguntar-se como é que tal acontecimento se deu. A intriga policial é cativante não só porque existe sempre um mistério por desvendar, mas também porque está associada ao lado romântico da estória. O final é tocante, mas, infelizmente, demasiado óbvio.

Confesso que fiquei bastante surpresa com a obra de Elizabeth Edmonson. Ainda agora, 300 e tal páginas depois, me pergunto qual foi a intenção da autora com o título. Não condiz com a história; porventura as razões por que a autora o escolheu sejam um bom motivo para se aventurarem nesta leitura. Com reserva qb, claro.

6/10 – Bom, mas recomendado com reservas